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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dietas com alto teor de gordura podem danificar células cerebrais



Atenção, aficionados por hambúrgueres com batatas-fritas, salgadinhos, massas, doces e sorvetes industrializados.

CUIDADO,
a obesidade ocasionada pelo uso  excessivo
desses produtos pode lesar seu cérebro !!!

Essa devia ser a chamada para os resultados encontrados na pesquisa sobre o consumo excessivo de gorduras da dieta típica do povo americano. Pode-se até pensar que, com o passar do tempo, nossos cérebros também se tornem  ‘’viciados’’ ao uso excessivo dessa ‘droga’.



Não são somente as já conhecidas drogas de adição, lícitas ou ilícitas, que podem causar danos ao cérebro, conforme visto no post sobre drogadição.  A aparente inocência da paixão por hamburgueres com porção de fritas  ou daqueles belos pastéis da feira, pode ser a causa da desorientação da capacidade autônoma do cérebro de controlar o peso corporal. Ao que parece, o dano na área específica para essa tarefa impede que obesos em tratamento dietético, consigam sucesso na manutenção da perda de peso.

O pesquisador não exemplifica quais os tipos de gordura estudados, apenas que são aquelas encontradas nas dietas típicas do povo americano. Ou seja, a dieta globalizada… Portanto, é essencial que, principalmente, adolescentes, ‘’viciados’’ neste tipo de alimentação,  aprendam a fazer melhores escolhas na hora de eleger um cardápio.
Nesta fase de descobertas o organismo necessita de muita energia para dar conta de todas as tarefas pertinentes a idade.  Um corpo pesado e debilitado (imaginem quando estamos gripados, por exemplo) pode levar a pensamentos de desvalia e incapacidade, diminuindo as chances de respostas e interação na própria realidade.

Aliás, para se manter em boa atividade, o corpo precisa de três nutrientes fundamentais: proteínas, carbohidratos e gorduras. Essas gorduras são aquelas encontradas nas castanhas, sementes e laticínios desnatados (low-fat), que proporcionam energia, auxiliam na reconstrução celular e produzem hormônios necessários à dinâmica do organismo. As gorduras a serem eliminadas ou limitadas ao máximo são as saturadas e as Trans, encontradas em alimentos como manteigas, laticínios integrais, carne vermelha e em produtos industrializados. Quando adquirir alimentos deste tipo, não deixe de verificar a tabela nutricional na embalagem para que os números apresentados comecem a fazer algum sentido na escolha nutricional. É uma questão também de conhecimento e hábito.

Um corpo pesado requer maior esforço de todo o organismo para o movimento, a ação, a auto-percepção de bem-estar, e, consequentemente, a  saúde integral do indivíduo (corpo e mente).  A princípio, a exigência desses gastos extras  de energia física podem representar aquela ‘depressãozinha’, o ‘desânimo’ ou a ‘falta de vontade’ para novas e possíveis conquistas existenciais. Pense nisso!

“Dietas com alto teor de gordura 
podem danificar células cerebrais”

Pessoas obesas e que possuem uma dieta com alto teor de gordura podem danificar neurônios (=células que formam o cérebro)  num setor chave do cérebro para o controle do peso corporal, pesquisadores americanos alertam.
Dr. Joshua Thaler e alguns colegas, do Centro de Excelência da Obesidade e Diabetes da Universidade de Washington, em Seattle, estudaram os os efeitos de uma dieta rica em gorduras nos cérebros de roedores a curto e longo prazo. Depois de oferecer a grupos de 6 a 10 ratos e camundongos uma dieta rica em gordura por períodos de 1 (um) a 8 (oito) meses, os pesquisadores elaboraram análises detalhadas dos cérebros desses animais, que incluíram imagens da bioquímica celular.
Os pesquisadores detectaram dano físico, e eventual perda, de neurônios essenciais para a regulação do peso corporal. Os roedores desenvolveram inflamação na parte do cérebro que contem os neurônios que controlam o peso corporal. O que pode ser resumido como uma lesão que leva a perda eventual de neurônios importantes na regulação do peso. “Ainda não é claro a se este presumível dano cerebral é permanente, mas com certeza contribui para o ganho de peso”, disse Galer.
"A possibilidade da lesão cerebral ser consequência do consumo exagerado de gorduras de uma dieta americana típica, oferece uma nova explicação para o porquê é tão difícil para a maioria dos indivíduos obesos não conseguir sustentar a perda de peso”, afirma Thaler.
Após os primeiros 3 (três) dias de consumo de alimentos gordurosos similares àqueles da dieta típica dos americanos, os ratos consumiram quase que o dobro da quantidade diária usual de calorias a que estavam habituados – e tanto os ratos como os camundongos alimentados pela dieta rica em gorduras ganharam peso durante todo o perído do estudo, diz Thaler.
E como essa descoberta pode ajudar no combate a obesidade? Dr. Thaler afirma que “Se conseguirmos desenvolver medicamentos para limitar esse prejuízo aos neurônios durante a exagerada alimentação de gorduras, pode ser   promissor e efetivo no combate a epidemia da obesidade,.
Essas descobertas estão sendo apresentadas no 93º Encontro Anual da Sociedade de Endocrinologia em Boston.


Para ler matérias na íntegra (em inglês):

- High-fat diet may injure brain cells. In: UPI - United Press International, Inc., Jun, 09. 2011. Disponível em:  http://www.upi.com/Health_News/2011/06/09/High-fat-diet-may-injure-brain-cells/UPI-43661307674382/#ixzz1Os4QEFND ;

- Dr. Joshua Thaler: ‘Eating High Fat Junk Diet May injure Neurons that Control Body Weight. Cure Talk. In: Conversations about New Treatments and Clinical Trials, Jun, 21. 2011. Disponível em:  http://trialx.com/curetalk/2011/06/joshua-thaler-eating-a-high-fat-diet-may-injure-the-brain-cell-rapidly-control-body-weight/;

- Healthy Dieting Myths and Facts. In: WebMD - Better Inormation. Better health. Aug, 2011. Disponível em: <http://www.webmd.com/diet/myths-vs-facts-10/slideshow-diet-myths>.


terça-feira, 26 de julho de 2011

CIÚME, o contrário do AMOR

CIÚME, o contrário do AMOR

“O amor tira a inteligência do confinamento das células
e abre os espaços da poesia.
O ciúme fecha sobre nós as portas da solidão.”
(Emmanuelle Arsan, A hipótese de Eros,
Editora artenova, 1975, tradução de Clarice Lispector)

Como os relacionamentos afetivos, e em alguns casos o ciúme, têm sido  temas recorrentes na clínica. Me aventurei a esboçar uma breve resenha de um livro muito elucidativo  sobre o assunto: CIÚME - O lado amargo do amor, de Eduardo Ferreira-Santos. Com o pouco tempo que cada um alega ter para a leitura, espero que esse trabalho resumido, alcance a compreensão e sirva como estímulo ao desenvolvimento pessoal de seus leitores.

O CIÚME frequentemente traz consigo muito sofrimento e consequentemente, vai minando a possibilidade de interação  com o parceiro e da relação da qual se pode desfrutar.
Inicialmente, num relacionamento amoroso, pode-se até ter a sensação de que o ciúme é prova de amor verdadeiro. O próprio Ferreira-Santos identifica esse tipo de sensação como algo que vem sendo construído ERRONEAMENTE pelo senso comum e que, invariavelmente, denota o início de uma perturbação no verdadeiro sentimento que pode ser compartilhado entre dois seres.
Como construir  um 'SER' (e  existir)  sem a presença e a interatividade de um outro SER? Essa relação de co-dependência entre os seres se estabelece desde o nascimento. Relacionamentos afetivos por essência são um excelente aprendizado para aqueles que compreendem que o compartilhamento de si próprio e a interação com o outro, no mesmo tempo/espaço, são fundamentos necessários ao desenvolvimento pessoal. O 'atrito' das emoções evocadas  pelos relacionamentos, podem ser objeto de reflexões e escolhas em prol da autenticidade e autonomia de qualquer indivíduo.
Imperdível o filme de Claude Charbrol, L'Enfer (1994),
        onde o processo de adoecimento do espírito amoroso
     e relacional de um jovem casal, recém-casado, é
          minunciosamente descrito em detalhes comportamentais
         e nuances afetivas sob a perspectiva dos dois cônjuges.
     Simplesmente IMPERDÍVEL !!!!
Pode-se com este ‘olhar para dentro’ (auto-conhecimento) conquistar novas possibilidades de existência mais apropriadas a quem as escolhe. Afastando-nos de respostas ‘automáticas’, geralmente, aprendidas no relacionamento primordial, onde fomos inseridos desde o nascimento e pelo qual aprendemos a nos reconhecer e a reagir frente aos fenômenos a nossa volta.
Uma referência ao que acabo de citar encontra-se na ‘filosofia dialogal’ de Martin Buber (1878-1965). Para quem o homem pode relacionar-se de duas formas com os outros: tomando-os por objetos (relação do tipo ‘EU-ISSO’) ou colocando-se na presença deles (EU-TU), onde “existir é coexistir”.
Para Buber, o homem só existe no mundo, compartilhando sua existência com tudo aquilo que está nele. Por isso dizer algo sobre o ‘ser humano concreto’ é compreender o homem em suas relações. Para o pensamento de Buber, essa troca entre seres (ou intersubjetividade) é o que o ser humano tem de mais essencial.
Aliás, Buber não nega a importância da relação EU-ISSO e dos avanços tecnológicos e científicos trazidos pelo domínio e compreensão da natureza. O filósofo no entanto nos mostra que existe outra forma de se aproximar do mundo, através da relação dialogal. Ou seja, além da dominação e controle do objeto que se faz presente.
Aasim é que o TU (o outro) foge de conceitos, esquemas, padronizações, pois  não se revela por força da vontade de um EU, mas simplesmente acontece. O mundo do TU é, neste sentido, arriscado, inseguro. Não somos capazes, como na relação EU-ISSO, de construir um sistema no qual podemos nos refugiar, dominando nosso objeto. Ao dizer TU não temos um objeto diante de nós, mas uma presença.
O que Buber faz, portanto, é convidar-nos a ter coragem de ultrapassar a segurança do ISSO (dos fenômenos controláveis) para nos aventurarmos no reino misterioso do TU, independentemente do grau de afetividade que esteja envolvido nessa relação com o outro (relacionamento amoroso, conjugal, de parceria, de amizade, de parentesco, profissional, coleguismo, etc.).  No sentido desse encontro e das trocas possíveis, usando somente nossa ‘presença’ como ferramenta, moldamos a HUMANIDADE, fonte de conhecimentos e de inter-relacionamentos infinita e de fortes sentimentos de realização.
Concluindo, o CIÚME, é sofrimento porque nos traz limitação para realizações verdadeiramente humanas.   Preservá-lo é motivo de sofrimento para todos !

Cuide-se bem...!!!!

Márcia Coutinho
Psicóloga e Sexóloga
CRP/06-81.855



RESENHA
Livro: CIÚME - O lado amargo do amor (FERREIRA-SANTOS, E., 2007)

Numa abordagem ao mesmo tempo profunda e envolvente, Eduardo Ferreira-Santos mostra a importância da reflexão e do diálogo para que se possa entender e vencer o ciúme – sentimento contraditório e frequentemente agressivo. A obra discute não apenas as reflexões da psicologia acerca do tema, como apresenta referências da mitologia, história, teologia e literatura, fazendo deste livro uma contribuição efetiva para o melhor entendimento da natureza múltipla do ciúme e um instrumento sensível para a conquista de uma vida conjugal mais plena e amorosa.
O autor, que é psiquiatra, mergulha no tema do ciúme, mostrando as causas de seu surgimento e suas consequências para as relações afetivas – como dependência, perda de autoestima e até distúrbios psicológicos graves. Ele também aponta saídas para situações neuróticas. Afinal, o ciúme acaba transformando o amor, sentimento altruísta por natureza, no mais exacerbado egoísmo.
Santos afirma que existem quatro tipos de ciumentos: o zeloso, o enciumado, o ciumento e o delirante, este último capaz de atos extremos caso se sinta traído. Ele afirma que se analisarmos mais detalhadamente o ciúme, podemos perceber, logo de início, que não se trata de um sentimento voltado para o outro, mas sim voltado para si mesmo, para quem o sente, pois é, na verdade, o medo que alguém sente de perder o outro ou sua exclusividade sobre ele. É um sentimento ego-centrado, que pode muito bem ser associado à terrível sensação de ser excluído de uma relação. O normal, mais comum, é a pessoa sentir-se enciumada em situações eventuais nas quais, de alguma forma, se veja excluído ou ameaçado de exclusão na relação com o outro.Santos acentua que em um grau maior de comprometimento emocional, quando há uma instabilidade neurótica ou de autoafirmação, a pessoa pode apresentar-se como ciumento. Neste caso, a sensação permanente de angústia e instabilidade, a insegurança em relação a si mesmo e ao outro, além da fragilidade da relação afetiva, podem levar a pessoa a manter um permanente "estado de tensão", temendo ser traído ou abandonado. Qualquer sinal do outro pode significar algo e a angústia da dúvida corrói a alma de quem é ciumento. Em uma terceira situação, ainda mais grave sob o ponto de vista de comprometimento do psiquismo, podem ocorrer situações delirantes em que a desconfiança do ciumento cede lugar a uma certeza infundada de que está mesmo sendo traído ou abandonado.
O ciumento vive um eterno sofrimento, e acaba experimentando stress, descontrole emocional, terminando por causar um tremendo clima de tensão e desajuste familiar, aliando a este clima cenas públicas constrangedoras para ela e para a família. Esse tipo de ciúme é conhecido como "Síndrome de Otelo", em referência ao personagem shakespeariano que sofria deste mal, e pode levar a pessoa a cometer atos de extrema agressividade física, configurando aqueles casos que recheiam as crônicas policiais de suicídios e homicídios passionais.Enquanto os casos mais brandos de ciúme podem ser uma manifestação de má estruturação da autoestima, os intermediários refletirem estados neuróticos, os casos da "Síndrome de Otelo" são, indiscutivelmente causados por patologias psiquiátricas graves.
De qualquer forma, o complexo sentimento de ciúme, longe de ser aquele "condimento" que toma a relação amorosa mais "apetitosa", é um sentimento que leva, via de regra, ao sofrimento de quem o sente e, principalmente, de quem padece nas mãos de um ciumento desconfiado e agressivo. Nas palavras do escritor Eduardo Ferreira-Santos, o ciúme é, em última análise, um SINAL DE ALERTA! É uma "luz vermelha" que se acende no painel da vida, indicando que algo está falhando. Seja em um ou no outro, seja na relação, algum "ruído" está denunciado pelo ciúme. Quanto mais intenso e menos controlável maior o problema. Quanto maior a intensidade desse sentimento, mais estaremos ultrapassando os limites da normalidade, para, aos poucos, podermos ser devorados por uma obsessão capaz de destruir qualquer relacionamento.

Avalie a intensidade de seu ciúme
(O teste é o mesmo para homens e mulheres)

Fonte: O psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos, médico-supervisor do
 Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas e autor de dois livros
sobre o assunto (CiÚME - O medo da perda, 1998 e CIÚME - O lado amargo do
Amor, 2007), elaborou este teste a pedido da Revista VEJA

(Nota do Blog:  Importante acrescentar que esta avaliação não tem nenhuma acuidade, nem pretensão psicológica, servindo somente para exemplificação  de comportamentos possivelmente objetivados numa relação afetiva)
1. Seu (sua) parceiro(a) telefona do trabalho e diz que terá de viajar a negócios por dois dias
a) Você pergunta se precisa de alguma ajuda, deseja-lhe boa viagem e sorte nos negócios
b) Sente certo desconforto e pede mais detalhes da viagem. Procura saber com quem vai viajar e se encontrar, onde vai ficar e em que telefone pode ser localizado(a)
c) Sente-se ameaçada(o) com a possibilidade de ele(a) conhecer e se interessar por outra pessoa
d) Acha que é mentira ou que a viagem é pretexto para um encontro romântico

2. Quando seu (sua) parceiro(a) volta de viagem
a) Você o (a) recebe carinhosamente e demonstra interesse pelo trabalho que realizou
b) Você o (a) recebe bem, mas quer saber detalhes do que fez e com quem esteve
c) Você o (a) recebe com desconfiança. Vasculha os bolsos e a mala em busca de evidências de traição, checa a memória do celular e o (a) enche de perguntas
d) Você o (a) recebe com agressividade. Faz acusações, ameaças e não aceita explicações

3. Você vai com seu (sua) parceiro(a) ao shopping center

a) Caminha normalmente a seu lado e o (a) ajuda nas compras
b) Ao entrar em uma loja, com uma (um) vendedora(or) atraente, você presta mais atenção na maneira como conversam do que na compra em si
c) Se percebe a presença de alguém atraente, nem entra na loja. Procura outro caminho e fica amuada(o)
d) Desconfia o tempo todo que seu (sua) parceiro(a) está olhando em excesso para o sexo oposto e vice-versa

4. Você e seu (sua) parceiro(a) encontram casualmente uma (um) ex-namorada(o) dele(a)

a) Você reage com naturalidade e conversa normalmente
b) Não consegue se manter indiferente e tenta atrair para você a atenção do(a) parceiro(a)
c) Você fica perturbada(o), quer ir embora ou cria situação de confronto com o(a) parceiro(a) ou com a(o) ex
d) Você fica transtornada(o). Imagina uma trama entre eles e pode tomar atitudes destemperadas, como agressões verbais ou físicas

5. Você entra no quarto e seu (sua) parceiro(a) está desligando o telefone

a) Pergunta simplesmente quem era
b) Especula sobre quem era e qual o teor da conversa
c) Aproveita a primeira oportunidade para confirmar a identidade do interlocutor
d) Acha que a ligação foi interrompida por se tratar de traição amorosa

6. Você e seu (sua) parceiro(a) saem para jantar com um grupo de amigos. neste dia, vai junto a (o) prima (o) de um dos amigos que está de passagem pela cidade

a) Você recebe bem a (o) convidada(o) e se esforça para integrá-la(o) ao grupo
b) Vê a (o) convidada(o) como rival e consciente ou inconscientemente se compara a ela(e). Fica alerta para o interesse do(a) parceiro(a)
c) Sente-se mal e chega a se tornar agressiva(o) e criar situações embaraçosas
d) Acha que os amigos tramaram isso de propósito e tem certeza de que seu parceiro(a) está se envolvendo com a (o) convidada(o)

7. Seu (sua) parceiro (a) tem um encontro habitual com amigos do mesmo sexo, do qual você não participa

a) Você o (a) incentiva e acha natural que tenha o espaço dele(a), afinal você faz o mesmo
b) Acha natural, desde que saiba com quem vai sair, aonde vai e como pode localizá-lo(a)
c) Você não gosta, mas se vê obrigada(o) a engolir. Controla o horário da chegada e liga durante o encontro no bip ou celular para se certificar de que está mesmo com os (as) amigos(as)
d) Não admite e é capaz de atos extremos para impedi-lo(a) de sair

8. Seu (sua) parceiro(a) atrasa-se para voltar para casa

a) Você se preocupa e pensa que algo de ruim pode ter acontecido. Quando chega, sente alívio
b) Você se preocupa. Passa-lhe pela cabeça a possibilidade de algum transtorno, mas também a leve desconfiança de traição. Quando chega, pede explicações e acredita no que ele(a) diz
c) Enfurece-se e imagina que ele(a) está se divertindo com alguma (algum) namorada(o). Recebe-o(a) de maneira áspera e desconfiada
d) Tem certeza de que está sendo traída(o) e o (a) recebe de maneira extremamente agressiva.

Pontuação:
Respostas tipo a: ________
Respostas tipo b: ________
Respostas tipo c: ________
Respostas tipo d: ________
Avaliação:
Maioria das respostas AVocê é uma pessoa zelosa, que cuida da relação, confia em si e no (a) parceiro (a).   ALERTA: cuidado apenas para que o excesso de confiança não se torne descuido.
Maioria das respostas BVocê está na faixa da normalidade. Zela pelo relacionamento e está atenta (o) a situações ameaçadoras. ALERTA: só não deixe a sensação de ameaça tomar conta.  
Se A e B estiverem em equilíbrioVocê está na situação ideal. Cuida do relacionamento e só se preocupa quando percebe ameaças reais.
Maioria das respostas CVocê é uma (um) ciumenta (o) típica (o). Algo vai mal com você, com seu parceiro(a) ou com o relacionamento.
Maioria das respostas D
Procure ajuda especializada. Seu comportamento é característico da chamada síndrome de Otelo, o ciúme no mais alto grau, com risco de agressões físicas e outras baixarias.

FONTES ( ou para saber mais):

- BALLONE, G.J.. Ciúme Patológico. In: PsiqWeb - Psiquiatria Geral. 2004.  
- BUBER, Martin. Eu e Tu. 8.ed. São Paulo: Centauro, 2004.
- OLIVEIRA, Tiago L. T. de. A intersubjetividade em Martin Buber.
  Consciência.org - Filosofia e Ciências Humanas. 2005. Disponível em  
- FERREIRA-SANTOS, E.. Site Pessoal e Profissional. Disponível em:
   http://www.ferreira-santos.med.br/index.html.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

E afinal, a abordagem daseinsanalítica....


- E afinal, a abordagem daseinsanalítica....

·      DaseinSanalyse (= do alemão: da (aí), sein (ser/estar), analyse (análise) ou Análise do SER no mundo);
o  nomenclatura dada à psicoterapia fenomenológica baseada na interpretação acerca do homem e da realidade do filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976).
o  uma das correntes existencialistas, incorporadas pela Psicologia, que fundamenta ‘cuidados de saúde’ para a humanidade.


A abordagem daseinsanalítica é fenomenológica, porque procura ver sem deformações aquilo que o paciente mostra ao terapeuta. Pois, em sua proposta de realidade, Heidegger,  supõe haver um único significado autêntico do SER, cuja essência se encontra na temporalidade própria. Qualquer outra forma de reconhecimento do ser, baseada numa técnica de pesquisa científica, provocaria o esquecimento e a ocultação da verdade do ser. O que não é tão simples como parece, pois esbarra no hábito de se pensar sob as exigências das explicações científicas. Como já visto, neste Blog,  nas explicações  introdutórias, sobre a perspectiva do acompanhamento psicológico que as pessoas trazem quando buscam a psicoterapia.
O intuito principal da obra de Heidegger foi o de esclarecer o sentido do ‘SER’ (Ser e Tempo, 1927). Contextualizando o fenômeno VIVO e consciente, chamado de ser-humano, a partir de  determinantes fundamentais (=iguais para todo mundo) para o existir, o chamado caráter ontológico. A princípio, a Psiquiatria (=ramo da Medicina que trata das doenças mentais) percebeu a importância da concepção heideggeriana da essência do existir humano. A partir do médico psiquiatra Binswanger, o conceito de Daseinsanalyse começou a ser utilizado, e o que era originalmente de ordem puramente filosófica e ontológica (=lógica da existência, do SER), passou a ser utilizado num sentido completamente diferente, ôntico (=referente ao SER de cada um), afastando-se do método científico que até então prevalecia na Psiquiatria e na Psicanálise. Por isso que, desde Heidegger, na descrição dos fenômenos da existência, evita-se a utilização de termos já circunscritos e contaminados de significados, oriundos das ciências sociais ou da psicologia, em favor de uma terminologia (=linguagem) ontológica.
A lógica da existência é essencialmente aberta para todos. E essa abertura consiste no poder compreender as diversas referências significativas que vêm ao encontro do da-sein (=ser-no-mundo). Abertura também como disponibilidade para SER, ou, construir a si próprio para existir com as ‘coisas’ do mundo. Por exemplo, a existência pode ser comparada a uma clareira transparente e estendida para o mundo, onde tudo, do mais próximo ao mais longínquo, tanto espacial como temporalmente, pode vir a seu encontro. Algo análogo àquelas máximas que dizem: “O amanhã a Deus pertence!” Ou, ainda, “Só Deus sabe o dia de amanhã”, representam essa dimensão de abertura para o ‘porvir’.
Assim, se entende que o ‘existir humano’ se encontra numa livre relação com aquilo que é oferecido a ele, na ‘abertura iluminadora’ (=compreensão de significados ) de seu mundo. Em sua essência, o homem, relacionando-se com as diferentes “coisas’’ (ou entes: família, amigos, estudos, trabalho, amor, etc.) que se apresentam à sua existência, tem possibilidades de escolhas e toma decisões pessoais. Assim, ele — e somente ele — deve ser qualificado de ser-si-mesmo, pela responsabilidade que tem para fazer escolhas e dirimir sua própria existência.

“Não tento dançar melhor do
que ninguém. Tento apenas
dançar melhor do que eu mesmo”.
 (Mikhail Baryshnikov)
Portanto, além de ser sempre no modo de ser-com-o-outro, o homem está sempre em relação com as coisas, mesmo quando isso se dá sob a forma da indiferença ou alienação. Isso quer dizer que o homem está sempre situado numa relação de proximidade ou de afastamento com o que se apresenta a ele no mundo. Por meio da alienação ou indiferença, percebe-se uma resposta existencial muito recorrente em nosso cotidiano, pois, o homem encobre os condicionantes existenciais, - aquilo que ele de fato é -, entregando-se a uma rotina de superficialidades "públicas" na vida cotidiana. Não é então ninguém em particular, uma alienação de si mesmo que leva o homem à tendência de se conhecer apenas através da comparação que faz de si mesmo com os outros indivíduos seus pares. Abrindo mão da responsabilidade para com o ‘si-mesmo’,  a qual dão forma ao SER-próprio e a maneira como esse se relaciona com sua existência, que tem prazo para se extinguir. 
Esta extinção ou finitude, é outra marca fundamental da existência. E é precisamente quando o homem morre que fica evidenciado também algo muito importante. Morto, ele é um corpo inanimado no espaço físico mensurável e isto ressalta a diferença entre este corpo e a corporeidade do homem vivo, já que, morto, tem suas possibilidades esgotadas para com a existência. Por isso que se acredita que, enquanto ainda SER vivo,  as ciências não devem considerar o corpo apenas como algo cujo conhecimento se esgota através de estudos baseados em quantificações, medidas e cálculos.
Heidegger compreende a "existência" como o projeto de vida do homem entre o nascimento e a morte. Projeto que tem origem no passado (experiências) rumo ao futuro. Espaço de tempo sob o qual o homem não tem controle e onde esse projeto será sempre incompleto, limitado pela morte que não pode evitar. A percepção  de não-saber-o-amanhã, na forma da indiferença ou não, é traduzida pela angústia, a qual funciona para revelar o ser autêntico, e a liberdade como uma potencialidade. Ela enseja o homem a escolher a si mesmo e governar a si mesmo. O poeta, músico e compositor Arnaldo Antunes, tem uma boa  descrição do embate entre a angústia e a possibilidade de autoria da própria história(=autenticidade)  frente à finitude (=morte) na canção “ATENÇÃO”:

“Atenção,
Essa vida contém cenas explícitas de tédio
Nos intervalos da emoção

Atenção,
Quem não gostar que conte outra,
encontre, corra atrás,
enfrente, tente, invente
sua própria versão

Aqui não tem
segunda sessão...
Aqui não tem
segunda sessão”.

(Se quiser, vale a pena ouvir a canção, por meio do link: http://www.kboing.com.br/musica-e-letra/arnaldo-antunes/82042-atencao/).

         Assim, Heidegger privilegia o futuro, pois a projeção para o porvir  e o vislumbre do fim, que lá está para todos, na concepção heideggeriana é o que leva o HOMEM a pensar e a autoconscientizar-se. O homem pode então introduzir esse conhecimento existencial no projeto de sua vida, e assim se apropriar da existência fazendo-a efetivamente sua, tornando-se autêntico.
         Foi essa visão existencial do homem que se tornou sedutora para a psiquiatria, onde o Homem ao tomar consciência das estruturas existenciais a que está condicionado é capaz de sair da superficialidade em que desenvolve seus conflitos. Pois, só uma compreensão da constituição fundamental do homem permite a compreensão de qualquer modo de ser-doente
Ou mais além, só uma tal compreensão do homem permite-nos olhar criticamente o predomínio das Ciências Naturais e do espírito calculista e tecnológico reinantes na sociedade hoje, com todas as limitações patogênicas que disso advêm para a humanidade.  Por exemplo, se informe com mulheres com mais de 40/45 anos se elas sabem ou sentem o que é TPM (Tensão Pré-menstrual). Já perguntei a muitas, e não tenho em conta alguma resposta positiva. O que parece é que a faixa etária em questão, não aprendeu a sentir e significar os desconfortos de tal tensão hormonal, recorrente a cada mês, como algo a ser literalmente remediado.
Deste modo, a compreensão daseinsanalítica da constituição fundamental do existir humano, abre igualmente um caminho para a medicina preventiva e para a higiene mental, estas amplamente significativas para melhores escolhas no âmbito individual do ser-aí (dasein) e, consequentemente, no âmbito coletivo e social (no mundo). 

Fontes de consulta:

-   ABD (Associação Brasileira de Daseinsanalyse). A Constituição Fundamental do Homem à Luz da Daseinsanalyse;  O alcance terapêutico da Daseinsanalyse; Como a daseinsanalyse entrou na Psiquiatria. Disponíveis em: http://www.daseinsanalyse.org/historia);

- Cobra, Rubem Q. - Martin Heidegger. Filosofia Contemporânea, Cobra Pages. Disponível em:  www.cobra.pages.nom.br .

domingo, 26 de junho de 2011

Notícias da Semana - 19 a 26/jun/2011

O HOMEM E os ANIMAIS…  ''amor incondicional'' ou ''amor imaginado''????


A princípio fiquei  tocada com as imagens e manchetes sobre bichos e seus donos (www.uol.com.br),  abaixo reproduzidas.  Senti uma 'dorzinha' no peito, que nem tive vontade de abrir as  notícias. Mas, ao mesmo tempo, fiquei muito curiosa sobre seus conteúdos, principalmente, porque não pareciam notícias sobre celebridades e, também, porque não vendiam nenhum produto associado a exposição das beldades.  Por isso, decidi ir adiante, mesmo com certo desconforto, pensei que ao encarar os fatos acabaria por encontrar algum sentido para amenizá-lo. 
Após ler as notícias, nada mudou, continuei triste,  pensando na questão da ''finitude'' (=morte) que nos aparta das criaturas que amamos. Porém, como também acho interessante constatar os comentários dos outros leitores, pois acredito que estes dão dicas da lógica para a existência que anda nos corações e mentes do mundo, comecei a investigar o que tinham a dizer. 
Longe de encontrar algum consolo, fiquei ainda mais tocada pela 'tristeza' que visivelmente permeava o cotidiano  daquelas pessoas. Me dei conta do quanto frustrados estamos uns com 'os outros'. E até muito distanciados da dinâmica existencial do 'fazer-com e estar-com' , pois nem percebemos que 'os outros' são como nós, pensando nos desígnios fundamentais para sobrevivência material e emocional (personalidade, valores, afetividade, vínculos, etc.) de cada um. Tarefa nada fácil para TODO MUNDO, do Bill Gates ao gari!
No entanto, em sua grande maioria,  além das frustrações resultantes dos encontros entre humanos (p.ex.: "Quanto mais eu conheço os homens, mais eu amo os animais"...etc.), os comentários dos leitores traziam repetidamente uma forte tendência  a imaginar 'o amor incondicional', percebido na relação animal --> homem,  como a resposta para todos os seus desgostos e males.  
Fiquei pensando: será que esse  'amor incondicional' funcionaria para o nosso desenvolvimento pessoal (encontro com o 'si-mesmo') ?!?!?!! Quais seriam as tarefas da existência,  se amássemos incondicionalmente a todos sem distinção???? 
Me parecem coisas contrastantes, porque ao mesmo tempo que  EU desejo que me amem incondicionalmente, o outro que deve me amar desse jeito também deseja ser amado incondicionalmente, e assim, já que o outro não é como eu,  quais seriam as condições ''incondicionais'' para que esse amor ocorresse (?!).  Será que, para um MUNDO mais acolhedor,  deveríamos  ser todos iguais e ter as mesmas condições (=perspectivas) de afeto?  Ihhhh... Sei lá.... não consigo imaginar esse 'como seria'...Mas, consigo descrever o que apreendi, e me trouxe algum alívio, dos comentários publicados. 
Independente do 'amor incondicional' (se for possível a sua existência numa relação  entre dois seres-vivos), as pessoas parecem falar sobre uma sensação de grande BEM-ESTAR (apesar de melancólico), que o amor da relação homem --> animal   suscita à imaginação. E esse BEM-ESTAR ''possível" e melancólico, me parece ser o vislumbre de como seria nosso MUNDO se apenas nos tratássemos BEM. Sem grandes expectativas de grandes amores 'in-' ou 'con-' dicionais. Onde apenas as sensações de acolhimento e reconhecimento (=bem-estar) invadindo nosso SER, se expandiriam para os todos os outros seres e coisas do mundo.  É o mais próximo de uma realidade possível que consigo imaginar, pensando numa prática para o aqui e agora.  
O que me faz pensar que, pelo menos alguma consideração deveria ter sido dirigida à humanidade naqueles comentários, já que, no final das contas: Somos todos animais!  E, da mesma forma, precisamos de cuidados e de meios para que a relação afetiva aconteça entre nós, para nosso BEM e para o BEM de TODOS.... 
Afinal descobri que estamos todos pensando a mesma coisa... Assistam a "Todo mundo quer amor" (Arnaldo Antunes):  


E para que tenhamos os benefícios necessários de um mundo melhor, não custa nada a cada um de nós, num primeiro momento, pensar, tomar consciência, esclarecer,  colocar luz,   sobre as próprias perspectivas afetivas. Conhecer a nós mesmos SIM, esta é uma questão de saúde sobre a qual podemos agir e fazer diferença, a despeito da falta que o 'amor incondicional' nos traz.  Cuidem-se BEM !!! 

22/06/2011 - 15h40
Homem chora morte de égua atropelada em beira de estrada no interior de São Paulo
José Bonato
Especial para o UOL Notícias em Ribeirão Preto
                      Cristiano Verola abraça égua Estrela minutos antes da morte 
do animal,  atropelado em rodovia em SP
       
Um homem demonstrou grande tristeza no interior de São Paulo nesta terça-feira (21) ao se despedir de uma égua de 13 anos de idade que precisou ser sacrificada após um acidente ocorrido entre Serrana e Altinópolis, na região de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo).
A égua, chamada Estrela, puxava uma carroça conduzida por Sebastião Verola, 58, e seu filho, Cristiano Verola, 28, quando foi atingida por trás por uma Eco Sport na manhã de ontem (21). O animal tombou no chão, com várias fraturas nas patas traseiras, e ali ficou até morrer.
A morte de Estrela foi o fim de uma amizade iniciada quando Cristiano tinha apenas 15 anos. "Estou muito triste, mas não tem outro jeito. É o animal de estimação lá de casa", afirmou ele, que, minutos antes de Estrela ser sacrificada, colocou a cabeça do animal sobre as pernas e a beijou.
A técnica de zoonoses Márcia Romancini Cavalheiro, 35, afirmou que não havia como manter a égua Estrela viva. “Ela ficou muito ferida. Devia estar sofrendo muito. Uma das patas estava praticamente pendurada à perna.”
A égua foi anestesiada e depois sacrificada com uma injeção de cloreto de potássio na veia. “Ela morreu sem sentir nenhuma dor.”
Márcia disse que agora o Centro de Controle de Zoonoses de Serrana vai tentar encontrar um outro animal para a família Verola. “Eles são muito humildes e precisam de outro cavalo para trabalhar e tocar a vida.”
Verola mora em Serrana e, há 20 dias, perdeu a mãe. O pai dele, Sebastião Verola, 58, está internado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto em decorrência dos ferimentos no acidente. Segundo a assessoria do hospital, não corre risco de morte.
Como foi o acidente
Sebastião conduzia a carroça por volta das 6h30 na estrada Mário Titoto, no sentido Altinópolis-Serrana, quando foi atingido na traseira pelo Eco Sport.
Segundo o motorista do veículo, Flavio Westin, 43, de São Sebastião do Paraíso (MG), foi impossível evitar a batida porque estava escuro, e a carroça não tinha sinalização refletora. Carro e carroça ficaram destruídos com a colisão.

21/06/2011 - 10h34
Sem-teto desenganado por médicos se reencontra com cadelinha de estimação como último desejo
Do UOL Notícias Em São Paulo

                           Kevin McClain se encontrou com Yurt no hospital
Uma comunidade inteira se reuniu para garantir a um sem-teto desenganado pelos médicos seu último pedido antes de morrer. Tudo o que Kevin McClain, de 57 anos, queria era se encontrar com sua cachorrinha Yurt, segundo o canal de televisão KCRG-TV.
Durante anos, McClain morou dentro de um carro, em Cedar Rapids, nos Estados Unidos, com sua cadela de estimação. No entanto, mês passado, o sem-teto foi internado com câncer no pulmão.  Os médicos disseram que ele teria apenas alguns dias de vida. 
Separada de seu dono, Yurt foi levada a um abrigo. Em poucos dias, a cachorrinha foi adotada por Kate Ungs. “Ela é cheia de energia e traz muito amor e energia para nossa casa”, disse a nova dona.
Mas, mesmo internado, McClain ainda queria se despedir de sua companheira de tanto tempo. Ainda na ambulância, quando foi levado ao hospital, o sem-teto disse aos paramédicos que tinha uma cadela e que gostaria de vê-la.
Por sorte, um dos paramédicos, Jan Erceg, também era voluntário no abrigo de animais da cidade. Ele foi atrás de Yurt e achou a cadelinha na casa da família Ungs. 
“No momento que McClain abriu os olhos e viu a cachorrinha foi uma felicidade só. Ela lambeu os braços e o rosto dele”, contou Erceg. Poucos dias depois, McClain morreu e Yurt voltou a morar em sua casa nova.
"Ela agora é parte da nossa família. Somos um grupo unido", disse Eric Ungs.